segunda-feira, 15 de março de 2010

O abismo

Sou eu,  a rosa, não corde-rosa, despetalada.
Aos redores de tumba minha, só florecem espinhos....
De meu tronco desmaiado,
me escore rubra dor...

Sendo eu uma rosa, não me caberia ter alma alguma.

E com meu par de olhos dignos de lástimas...
Observo apenas: O ABISMO

Se em gazebo não estivesse eu enterrada,
- Provavelmente, Chuva eu seria.

http://www.edrem.blogspot.com/

Ainda, estou a espera: me resgata deste mundo que me sangra tanto!

quinta-feira, 11 de março de 2010

A pírula do silêncio...

Acordei sonhando, como sempre anda cuca minha voadora...
De cafe-da-manha engoli a pírula-do-silêncio, e minha voz muda está,
de volta a era so silencio sou.

 "moi: boneca desalentada, que sangue chora"

Não sei como os mortais podem ver tal coquetismo em meu ser demente.
- um alguém que chorra, escorrendo pequenas porções por poros meus, em rubro. 
Brado violentamete, e por estes que me denominam forte, grito meu nunca é audível.

Queria caber-me em cafua de minha alma,
e sumir no céu explodindo como blolhas de sabão.





terça-feira, 9 de março de 2010

sonhando em branco...

costumava eu, a ser constante sonhadora...
mas foram tantos sonhos meus despetalados, que enfim, vieram a falecer.
agora sou eu, uma menina-moça, que vive como uma estátua posta em movimento, ou tenho razões para dizer que por pouco, quase codificada.


Imagem do filme: Noites Brancas (1957), de Luchino Visconti

derramada neste mundo catastrófico-claustrofóbico, que jamais, para donzela como eu fora feito.
- não sou concernente deste mundo!
- não caibo aqui!

um dia, quem sabe, acordarei de minhas idéias quiméricas, meus devaneios lunáticos, que nunca reais serão.
- como sou tola!

um dia, quem sabe, aprenderei, eu ser de alma debandada, passar os mundouros desta vida profana, pois ainda sonhando em branco estou!

sábado, 6 de março de 2010

o homem-rosa

a lua aparece no céu 
capaz de tudo esta noite,
onde pude ver meus orifícios do batoque, 
nos teus por mais uma vez
...
e sempre que meus fojos puderem para a lua olhar,
me recordarei de ti
...
 tens 1/4 de meu coração dilacerado,
e tu, nunca pense que isto não suficiente é,
pois te digo: que tenho com muitos que compartilhar,
minha falida afeição.

 
Foto do Filme Minha vida em cor de rosa- Ma Vie en Rose - Alain Berliner

mesmo que nos apartemos algum dia, um do outro,
para sempre teras 1/4 minha alma.
esta que clama, por ter te averiguado:
um ser tão especial que és.
e nuca saberia explicar, de que forma 
invadistes meu sangue, 
como um vírus incurável!

pois, de certa forma somos almas gemeas intricadas,
e nos complementamos um ao outro de forma anormal,
contrariando todas as regras!
vejo minha alma, carente e imoral como a tua,
que contrapõe cada regra adiante citada
...

que assim seja denomenado este sentimento que, eu por ti tenha.
se eu te libertei, de certa forma, tu tambem abristes meus verdes globulos lastimosos,
e somente por isso, e nada mais es digno de meu amor desmedido!

será que seriamos nós nascidos de um mesmo ventre
em tempo distintos?
ou seriamos nós, idênticos devolvidos em mesmo instante
a este mundo estério?

quinta-feira, 4 de março de 2010

BELA!

Em resposta Bela,
te digo que o tal inquerito que te atravesou a alma,
também a minha rasgou, elas andam:
as duas, de mãos dadas,
e quando, por fim, frente a um espelho se encontram:
via-se duas, mas sem diferença alguma.
assim eram a minha e tua atravessadas almas gemeas.

sim, somos eu e tu atraidas e traidas,
em série ininterrupta e eterna de instantes.
já que este tal fulano:
o tempo, não para de andar.

assim derramamos água pelos olhos brilhantes,
assim sentimos uma corda matar corações nossos,
assim somos traidas pelo mundo que não nos permite.
por assim de sermos nos tão diferentes?
pq assim somos? pq somos assim?

cofres são descodificados quando almas cúmplices acopladas estão,
se explodem, misturando tudo quando o amor é assim descoberto:
e fogos de artifícios explodem assim como voam borboletas em nossas barrigas.
segredos, assim não precisam revalados ser, ou ter sido, ou explicito, quem dirá explicado!
vemos uma alma a outra, vemos o dentro, não vemos através dos olhos:
nossas almas se veem antes mesmo que possamos olharmos por nossos 4 olhos.


 
ilustração carol shimeji


desconhecida somos nós,
pobres almas desalentas jogadas neste mundo perdido.
desvalorizados são os que não conseguem ver:
o valor que Bela tem, o quão grande Bela pode ser

nem todas as perguntas tem respostas,
nem todas as respostas vem de perguntas,
nossas bocas por demasiado falam:
pois não somos covardes
pois não somos opacas
pois não temos nada a esconder
pois não poderiamos ser nunca, se não: Belas Almas

coladas estamos e não sei se amanha estaremos,
mas de fato, nossos corações para sempre costurados estão.
tu te refletes em mim, como eu em ti,
nada precisas me revelar, pois eu, sim, posso sentir:
tua alma, descansar do lado da minha.

ontem mesmo tinha eu escrito que todo meu corpo vê,
meus olhos porém, nada veem.
córnia minha, não tem sentido algum,
para meu pobre corpo falido
eu, com o gelo sempre estou abraçada,
mas não me espanta isso, pois meu corpo é eterno dormido.

se tu caminhas pela escuridão, e tens medos
ou questões aflitas,
ou se sentes a desgraçada solidão te abracar?
solução te dou, pois alma minha beija a tua
iluminando nosso caminho.
agora que nos encontramos, de nada temos que temer:
pois este nó de marinheiro, uma vez dado jamais desfeito será
e vazio nenhum faz-se tão copioso.
tudo tem soluçõo se temos nossas almas unidas,
solução, somente para a morte que não!

mas quando hora minha chegar,
e a morte me cobrir com um manto de flores,
esperarei Alma Bela chegar ao mesmo lugar onde estarei,
para que novamente nos vejamos identicas almas, 
através do espelho do céu!

quarta-feira, 3 de março de 2010

simplismente oca!?!


Já não mais tenho inspiração alguma:
- Minha imaginação pegou um foguete, e no espaço desapareceu!

 
foto: Alison Brady


DESPEDIDA

Minha inspiração voou com tua ausência.
Tua denuncia calou-me a boca.
Seus escritos, não mais são lidos por meus olhos!
Tudo em meu corpo pode vê, somente meus olhos que não.

Meus pensamentos, não os encontro,
e se por acaso os encontres, 
ponha-os em um envelope rosa, e os despache pelo correio...

Agora já posso fechar meus os olhos sem norte.
Sonhos ainda não os tenho.
E nada por nada mais anseio... 

até que um raio caia abruptamente sobre minha cabeça oca, 
e novamente ugue minha insonia "eterna"
-também fugida com tua falta de comparência-
fazendo-me flutuar, 
ou derreter meu coração-mendigado no meio da noite:
Vomitando palavras dislexas para o ינפאַנאַט*
...
O vácuo, é tudo que pode ser comparado a minha voz secreta.

* Infinito = ינפאַנאַט

terça-feira, 2 de março de 2010

livros lidos

 

Bertrand Russell: What I Believe (Kindle Edition)

  

Nilton Bonder: A Alma Imoral (Rocco)

domingo, 21 de fevereiro de 2010

quando será o amanha?

Quanta decepção pode caber em um só coração?
Inaptadamente, ou apenas, assim só deveria ser... mente minha pungente, chega a atingir lugares (imaginários, ou reais) onde sequer, imaginados por outras poderiam ser...
E o que esperar de alguém? Ou porque esperar algo? Não deveriamos agir de forma incita?  Mesmo que,  essa forma, seja avaliada como: tola, irracional ou não planejada? Se os ponteiros do relógio não param de mexer, e eles não andam de forma retrógrada? Eles assim, nunca fazem: os ponteiros andantes!
Então, alguém poderia me dizer: que dia é amanha? e eu lá no amanha, estarei? quem sabe? sabes?  Certo? Mais uma vez, alguém sabe me informar que idiota inventou a frase: "dê tempo ao tempo" ? 
Já é tempo! E depois que ele, o tempo, partir, ele não volta! 
Nada, nenhum momento, nenhum olhar, nenhum desejo, nenhum dia, nada, nenhuma coisa, e nenhum
gosto, nehum sonho, nada, nenhum abraço, nenhum coração desparado ou despedaçado, nada , nenhum sol, nenhum dia de chuva, nenhum mergulho no mar, nenhum escrito bonito, nenhuma palavra não dita, volta ou acontece repetidamente da mesma forma! 

E pessoas, se decepcionam, me assustam, me desprezam, me equecem, me fazem sorrir, me divertem , repelem-se ou em mim se grudam como um imã, nada é por acaso, ou é? Será?

* últimos lidos:

 
O Espinafre de Yukiko- Frédéric Boilet- Conrad  



Garotas de Tóqui- Frédéric Boilet - Conrad 



Chiara Rosenberg - Celestino Pes- Ilustração: Roberto Baldazzini - Zarabatana 

ps: peguei os livros, os que postei hoje, emprestados da Carol, sempre Bela e cheira a Shimeji! kkkkk já vou devolve-los hoje! só falta um! 



  Dica: Na sexta passada ganhei de presente de um amigo muito querido,  "tickets "para ver uma peça de teatro dessas de te fazer rir e chorrar  ao mesmo tempo, e te fazer ver a vida  como ela é, ou pode ser, ou como podemos perder, ou ganhar, de como são simples, ou tão complicadas as "coisas" podem ser. Lá , no teatro: ri, gargalhei e chorrei de soluçar... depois os pensamentos sobre a realidade, minha no caso, (será o agora? senão, o que?) rondaram minha mente por toda a noite, invadiram meus sonhos nunca sonhados!
Depois ainda ganhei um jantar delicia! Quanta coisa! Obrigada, Micael! 

IN ON IT!!
Com: Emílio de Mello e Fernando Eiras.
Direção: Enrique Diaz
Texto: Daniel Maclvor 
Teatro: Faap
Bilheteria: quarta à sábado das 14h às 20h/ domingo das 14h às 17h
Televendas: 3662-7233 e 3662-7234 
Quando:  Sextas: 21:30hs R$ 40,00/ Sábados: 21h R$ 50,00/ Domingos: 18h R$ 40,00 

*IMPERDIVEL!!!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

os ultimos lidos:

 
A História do amor, Nicole Krauss-Tradução: Paulo Schiller.Companhia das Letras 

"Existem tantas maneiras de estar vivo,mas apenas uma maneira de estar morto."
"...Eu queria ser como eles.E no entanto. Não sabia como.Sempre me senti diferente dos outros,e a diferença doía.E depois dobrei a esquina e o vi. Um elefante imenso,parado solitário na praça.Eu sabia que o imaginava.E no entanto.Eu quis acreditar.Assim tentei. E descobri que podia."


 
Poemas completos de Alberto Carreiro- Ficções do Interlúdio/1- Fernando Pessoa- 12 impressão- Editora Nova Fronteira

"... Depois ele adormece e eu deito-o.
Le-o ao colo para dentro de casa
E deito-o,despindo-o lentamente
E como seguindo um ritual muito limpo
...
Ele dorme dentro de minha alma
E as vezes acorda de noite
E brinca com meus sonhos.
Vira uns de pernas pro ar,
Põe uns em cima dos outros
...
Pega-me tu ao colo
E leva-me para dentro de tua casa.
Despe meu ser cansado e humano
E deita-me na tua cama.
E conta-me histórias,caso eu acorde,
Para eu tornar a adormecer.
E dá-me sonhos teus para e brincar
... "

sábado, 13 de fevereiro de 2010

sorumbático pierrô, na ala das baianas: não entra!

Que importancia tem o carnaval, se a única fantasia que me resta seria a de ser o sorumbático pierrô choroso, que nunca poderia adentrar á "ala das baianas"?

o enrredo é triste, e o medo nos separa, ou a falta de desejo teu, para com um ser bizarro, difícil e complicado: como eu!
que momento seria o nosso?
- acarajé com sabor de lástima?
o que já passou?
- rendas com manchas de sangue?
o que já foi lindo? o que feio foi?
- terreiro de macumba ao som de violinos?
o que vai chegar?
- turbante, em cadeira elétrica
se vai se chegar, e vai chegar?
- panela fritando em próprio pavor!

não, o futuro não existe,
tão pouco presente lúgubre:
- o samba acabou!

os pássaros já não mais cantam,
os panderos ensurdeceram,
o folião, sambar, já não pode,
das bocas, não são audíveis canções:
e o carnaval acabou no dia de começar!

*em meu "carnaval" poderia ser qualquer um dos personagens do filme O Mágico de Oz. de certa forma estão todos presentes em minha vida ausente!

meu corpo é como uma árvore, onde todas as folhas acairam, e o tronco desvanecido está, prestes a cair... ou quem sabe tenho a sorte de ser cortada por alguem, pq não sou bela á natureza alguma...

uma árvore, que atenção chama pela feiura e estranheza, uma espécie em extinção!
e fico esperando assim, que meu nome seja gravado logo no livro dos esquecidos, assim onde são também encontrados os dinossauros.