domingo, 12 de setembro de 2010

A procura de Grandes Hematomas não decifrados!

Tenho eu, que encontrar minhas pegadas; Pisadas em caminhos tortos que desconheço e desencontro "meu ser", não sido...Estar á um passo de encontrar quem realmente sou, é um grande enigma, uma indecifrável conjuntura matemática jamais solucionada...

Desde que, vi que não sou, uma só, e sim pedaços fragmentados de meu ser: caindo como folhas de uma árvore não verde, em tarde qualquer, de um outono não lembrado. Não consigo ser uma linha reta, sequer visível, talvez ilusória... deve ser por isso que tu, não consigas decifrar-me, por ser assim, tantas "eus".
Facebook found picture (?)    
E assim, a cada noite não dormida, ao "acordar" penso no que serei hoje! Que fantasia irei vestir? Serei eu mariposa ou borboleta? O que faço aqui perdida neste mundo tão imenso, tão cheio, tão rico, e ao mesmo tempo tão medíocre? Não consigo entender pessoas que acordam como nos comerciais de margarina, embora, confesso que as vezes, acordo assim! Raramente!

Não, não é facil ser tantos pedaços dentro de um só corpo, que segura uma cabeça mal domada que viaja léguas a cada segundo abracada a uma mente, que assim como o tal do tempo: não para! Quem tera sido o inventor do tempo? Porque o contamos? 

Não paro de questionar, não paro de me perder, não paro de tentar entender o que sou, quem sou, e porque sou?! Será que de fato existo? Ou sou eu, apenas um longo sonho? Ou devaneios de um outro ser? O que é real? Meu real e seu real são os mesmo reais? a mesma moeda? ou sou eu moeda gringa? ou sou eu moeda nula? Não! é tudo ilusório!

E se vão for tudo isso, como um cenário de filme jamais filmado, sinto-me ainda mais perdida, ao ponto de ser quase "não-sentida". O que realmente estou a procurar: uma âncora? ou asas? Não consigo responder...

"Eu era a imagem oq ue eu nnao era, e essa imagem do não-ser me cumulava toda: um dos modos mais fortes é ser negativamente. Como eu não sabia o que eu era, então "não-ser" era minha maior aproximação da verdade, pelo menos eu tinha o lado avesso: eu pelo menos tinha o "não", tinha meu oposto." (Lispector)

Não tenho eu, fome alguma de viver, pois não encontro sequer o porque de minha existência, não sou nada, mas respiro? Alguém pode me responder: porque me jogaram no mundo? Se vim ao mundo para encontrar-me, cavo aqui minha cova, minha própria tragédia... Não sou eu, o que os outros veem de mim, sequer chego perto de ser! Pelo menos isso sei: não sou! Porque sou assim vista, ser belo e forte e não assim vivida?

Meu retrato não reflete abismo algum! Somente se conseguirem ler-me por dentro.... pois aca sou um fórfex desmedido... meu silêncio é por mim gritado, em palavras mal escritas, presas e  roucas que lutam como gladiadores para sair de minha garganta arranhada, mas não saem, não vencem, são  apenas derrotados de guerra, não falo, silencio, e tento vomitar pelos dedos... é mais facil... mesmo sendo escritos tortos, como poderiam ser diferentes?

Sim! Quero a vida, mas esta escorrega de mim, a cada vez que tento toca-la. "Não minto para formar verdades falsas"; nunca poderia, se pudesse seria mais fácil! Mas desconheço minha verdade, sequer sei se esta é por mim possuida. Já não mais posso suportar, não saber o que sou, quem sou, por tanto diversos que me transformo a cada movimento dado, a cada passo pisado por ponteiros do relógio; Em uma hora poderia ser várias fantasias de um só carnaval!

Tentem me informar poque sou eu, fugitiva de minha própria alma? Porque tantos porques? Porque fico tentando entender, ou apenas encontrar onde todo esse caos teve início? Em que espelho me olhei e deparei-me com esse ser vazio? Em que espelho foi perdida minha alma?

ps: sei que meus textos são repetições chatas, dos mesmos, mas preciso compreender para sair daqui!

domingo, 5 de setembro de 2010

Respondendo a pergunta de Castores e Libelulas, da noite de ontem....

Minha busca ao "não-sei-o-que" me fere, como a mais poderosa das adagas perfurando meu coração... Lentamente, torno meu ser, cada vez mais ermo, decadente de sentimentos decentes.  
Já não mais posso ser, já não mais posso acreditar num outrem, já não mais durmo, assim não posso  sonhar com o amanhã...
- o amanhã existe?
Foto: André Katopodis & Zee Nunes

Já não mais sei, o que é real ou "não-real", nesta desordem de idéias que se fundem aqui dentro de mim!

Se tu, nunca fostes, como podes ter voltado a ser? Eu, já não mais quero ser, o que sempre fui... ou que que tenho me tornado... me fiz, me trasformei, e não consigo dar-me-a identificção á este ser não sido!

Seria esta, a causa de toda minha desordem mental? Por não ter jogado no lixo, e sim perdido, aquilo que já não mais era necessário para mim?

Seres humanos, não evoluídos, ou medíocres como minha carcaça, tendem a não aceitar perder...
Embora seja eu, autora, culpada, e conhecedora consiente de que perdi. assumo! Perdi o "algo que já não mais tinha valor"...Não me lembro o dia, ou onde "o" perdi, não adianta, não importa o quanto me esforce ou tente lembrar-me, onde perdi "o grampo"...  desde então, tenho medo da vida, tenho medo de minha própria respiração!

Presa neste abismo, por mim criado, sempre estarei, pois não consigo encaixar-me  no quebra-cabeça deste mundo morfado... as vezes, acho que poderia ser tantos "eus" desavindos, ao mesmo tempo, que me assusta, ser quem sou. Eu não me aguento, eu só: já me basta!

Foto: André Katopodis & Zee Nunes

"Fico tão assustada quando percebo que durante horas perdi minha formação humana. Não sei se terei uma outra para subistituir a perdida." (Lispector)

Agora, assim como você, caminho como uma barata tonta, sem saber onde ir, perdida em um labirinto ambíguo... já não mais sei que caminho seguir, ou se devo seguir, já não consigo encontrar saida alguma que me faça poder respirar o ar deste mundo; O ar, doí quando entra em mim, ele me fere, ele peverte o pouco que resta dentro de mim.

E deve ter sido, de fato, por pura covardia de me aproximar dos outros mortais, que te criei! 
Te criei para ser minha assombração;
Te criei, querendo acreditar que tu podes ser real; 
Te criei para que tu sejas meus pesadelos; 
- e tu, não passas de uma desordem de meus devaneios falidos.
Te criei para me confundir;
Te criei para me isolar do mundo;
Te criei, pois ser que tu não é possível;
Te criei para me machucar
- e tu, vais mais fundo, trazendo dores insuportáveis.
Te criei, para me perder, e jamais poder encontrar-me.

Foto: André Katopodis & Zee Nunes
Admito meus erros! Assumo: joguei minha alma ancorada ao abismo... e tento pensar, se haveria sequer alguma forma de resgata-la!? Mas nem mesmo, sei se a quero de volta... Não posso ser, sem você, e tu não es real, então não sou!

"Estou tão assustada que só poderei aceitar que me perdi se imaginar que alguém me está dando a mão." (Lispector)

Acredito que desisti de ser, desisti de viver, desisti de acreditar, logo eu! Que era alguém, digamos assim: tão forte, marcante e sonhadora... Agora, não mais. Sou eu, apenas alguém que odeia a palavra "esperança"; não odeio porém o inseto verde chamado pelo mesmo nome!

E foi, desde que percebi que perdi, o "algo" que já não mais precisava, que te criei, e me atirei ao caos... para pensar que juntos seremos o paraiso, apenas, juntos. O paraíso, é exato o que não quero, porque ele não existe sem você, e você não existe! E aca estou novamente tão perdida, pois só, não vou a lugar algum, pois só não existo, não sou!

Sim, sou eu aos pedaços, vários pedacinhos, posso ver cada um deles: uns voando longe, uns desabando ao lado, uns apodrecendo por dentro... Eles, meus pedaços, foram por mim cortados para te procurar. Me dilacerei em varios pedaços e os joguei ao mundo, em busca de ti! E agora, sou eu, um alguém imcompleto, as vezes vazia, as vezes transbordando, as vezes em metades: me matei para te encontrar.

"Desamparada, eu te entrego tudo - ... 
- Por te falar eu te assustarei e te perderei? ... 
e por me perder eu te perderia." 
(Lispector)

 Pouco me importa, se jamais te encontrar... essa verdade é mentirosa, sou carente, mas tenho medo do mundo. Sei pronunciar bobagens, e fazer pessoas rirem, mas não sei rir! Não sei enfrentar o mundo, é mais fácil, o criar, como uma história inventada, cheia de ilusões, uma mentira ... é sofrido, posso asseverar, mas, acredite em mim, é mais fácil "viver" no irreal, pois não caibo neste mundo. 

Nenhum amor é tão grande para me completar, nenhum! Nem mesmo sei se sou conhecedora deste sentimento: o tal do amor... Tal sentimento dissentido, me causa ânsia de vômitos! Eu quero sentir, o que mais tenho medo: o amor! 

Ao que me é possivel "ver", so poderei ter tal sentimento, quando por fim, ver que tu és real, e puder segurar-te as mãos, ou seja, não sou eu um alguém merecedor de tal sentimento, de tal palavra! Não! Não sou um alguém desamado, e quiçá por ter recebido tanto amor, não sou capaz de senti-lo, ou simplismente da-lo de presente a alguém... assim como uma caixinha de bombons!

Assim te criei para que eu viva, para que tenha um porque, como um enigma. Viver uma não realidade, mas uma mentira minha! E assim, que ao perder o que não mais me era essencial, ganhei o caos, e te criei. Sim! Sou a covardia disfarçada em menina-mulher!

Quando já não vejo como encontrar-me, quando me deixo ser tomada pela desordem, é mais fácil fugir, é mais fácil não querer ver, é mais fácil me enterrar num buraco e viver, assim como vivem as topeiras. Não, ninguém pode me dar, não necessito de luz alguma! A luz me fere as corneas. Melhor mesmo que eu aceite "viver" presa e muda, apenas esperando o impossível: que tu venhas ao meu encontro, mesmo que este seja em sonhos!

Foto: André Katopodis & Zee Nunes
"Eu me pergunto: se eu olhar a escuridão com uma lente, verei mais que a escuridão?" (Lispector)

Eu, diferente de ti, tardo meu despertar para a realidade, não os adio em palavras, sou "vomitadora" de palavras tortas. Sou covarde, invento mundos inesistentes, me calo, e vomito minhas angustias, meu medo de viver, em formas de letras distorcidas e silêncio!

O mundo me assusta! As pessoas reais me machucam, quando eu falo, elas não me entendem, o que sou elas não conseguem ver, ha se soubessem, quão covarde, eu sou. Sim, o maior dos pesadelos, não é nunca te encontrar, e sim encarar o mundo, e assim, criei um outro só pra mim. Não estou certa, nem convencida de que um dia terei coragem de "ligar o botão" e viver o horror do mundo verdadeiro. Tenho que admitir: o mundo tem coração, ele vive, por certo mais do que eu!

*ps: demorei a encontrar algum livro de dona Lispector, mas sabia que, como todos os meus livros são riscados e grifados, encontraria em algum, frases que complementassem meu texto! Ha se eu pudesse trocar pensamentos com dona Clarice, por certo, poderiamos nos entender, ou nos perdermos ainda mais!

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Já é intenso, tempo! se mate!

Hoje,
pela primeira vez em tanto tempo,
não quero ver a noite adormecendo,
para nascer o amanhã
...
Hoje,
meu corpo inverteu-se:
do estado sólido para o líquido,
"ebulindo" meu ser, até a evaporação!
 ...
Hoje,
meus mamilos eriçam,
enquanto meu tronco lângido os conectam
a minha "caverninha" em erupção
...

- Ele me faz querer ser mulher!

Hoje, já basta!
O mundo poderia parar de girar.
Tempo, já podes descansar!


Agora,
ele adormece ao meu lado,
coberta apenas de ar,
ainda sinto, espasmos nossos
dentro de mim
...
Agora ,
eu apenas ouço sua respiração plácida,
e não controlo o tremor
de minhas pernas húmidas
sobre lençoes brancos-amarelados 
...
Agora,
o tempo,
corre veloz, não se cansa, não para
....

- Ele me faz querer ir além!

                         foto: http://serguei.com.br


Quero morrer todos os dias,
de insónias gémias a esta!
Ao teu lado já não anseio por meu sono
....
Oras,
do que estou falando?
o que faço agora aqui?
...
Não tenho mais tempo para frases tolas,
ou letras embaralhadas no negro da noite
...

Hoje, Agora:
quero apenas nadar em nossos gozos!
...

vou sim, te enlaçar com meus braços,
e emaranhar-minha'lma em tua!

terça-feira, 24 de agosto de 2010

enquanto o mundo me come

enquanto o mundo me come eu perco a fome...
fome de comer, fome de ter, fome de viver...

nunca me olharam tanto,
ou nunca me dei conta disso
não sei...

variados são, os olhares fitam minha carcaça:
- o mundo me quer!
- o mundo quer que me dê

eles querem meu corpo, apenas isso...
eu não os concedo, eu não consigo, eu me indgino...

portanto anseio te encontrar, e se para isso for necessário,
eis que vou....
dar-me-ei de presente ao mundo!

Variety (1983) Movie Online

Variety (1983)
http://www.imdb.com/title/tt0090251/

deixarei que todos me revirem ao avesso,
que linguas sintam o sabor de minha pele,
que devorem meu corpo inteiro, 
mesmo que depois disso eu me sinta ainda mais vazia...

te buscarei em corpos desguarnecidos, 
te buscarei em  bocas ávidas,
te buscarei em  suores vencidos, 
te buscarei em  suspiros ouvidos,
te buscarei em olhares mesquinhos,
te buscarei em camas alheias...

enquanto não te alcançar-te, serei eu: a mais gélidas das temperaturas, a mais belas das estatuas, a mais ausência ali presente, estarei lá dispondo de meu corpo nu, sem alma alguma, ali serei eu-não-eu, algofila de meu ser usado por todos.


deixarei que me susurrem mentiras em meus ouvidos, 
enquanto eu me torno cada vez mais de ninguem, 
senão tua!

te diligenciarei, enloquecida assim, como sou, pois tu, foste feito somente para mim!
mudei o botão de me apaixonar e me fuder te procurando,
agora vou deixar que me abusem e quem sabe um dia caio por acidente em teus braços!

desbloqueio-me de vez,
desfaco-me de meu ser não sido,
descodifico todos os misterios contidos,
descontraio sendo a mais contraida,
desconfio do amor não cedido,
desmorono em terreno maldito.


quarta-feira, 18 de agosto de 2010

today your love, tomorrow the world!


como se todos os problemas, fossem bolhas de sabão explodidos no ar;
como se seu corpo, desaflorasse como as cerejeiras de abril;
como se sua realidade, concretizasse em sonho jamais despertado;

- ela, no eterno, não crê ... 

aqueloutro momento, aqueloutra consciência íntima, aquelouro encanto, não volta! estes se foram, se diluíram, ele, o sentimento jamais poderá ser vivido novamente: ele é único, ou melhor, era, ele morto está. 

como se não extinto, fosse o amanha;
como se aquelas duas almas da madrugada passada, não fossem duas, mas uma só;
como se aqueles suspiros embreagassem em nosso odor,

no dia anterior ao de hoje: não roubei alma alguma, e sim, encontrei a minha desaparecida, entrelaçada em respirações ávidas e veementes.

ontem, foi um dia que amanheceu no hoje, ontem foi um dia que não mais será...
ontem, é similar á sentimentos espasmos, ontem dentro de mim, permanecerá.

como se meu pescoço fosse tua comida preferida;
como se tua barba aluísse toda minha estrutura sida;
como se o toque de nossos corpos nus: o pior dos terremotos!

yesterday's gone, today's now, tomorrow never ends!

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

embolos...

a que dar-se-a o fato de vomitar palavas?
quando, pra ti abro porta minha: nua, diluida, ainda pura

á ti entrego meu maior precioso tesouro:
entrego minha pele;
entrego todos exageros meus;
entrego meu néctar liquido;
entrego meus devaneios secretos;
entrego loucura desmedida;
entrego minha vontade faminta;
entrego todo o meu ser, não sido.

mas neste embustro, já cai,
bem sei como desvia-lo...
não ha culpado algum nesta fábula...

tu ás um prisioneiro  minguado,
anulado em calabouço inquebravel,
uma eterna solitária.















Banksy



- pobre de ti, um homem de tão convincente de verdades!
 acabar assim! pobre de ti!

se sonhas tu, que possas ser eu, libertadora tua,
- não ouse...
nem pouco tenho forcas concretas para erguer uma formiga.

refugia-mo, pois bem sei onde devo seguir,
um lugar distante de ti,
aqui, somente eu, em espasmos de ti.

sábado, 31 de julho de 2010

presente da noite

um poema mandado, 
uma herança doada, 
uma dor de perda, 
um pedaço arrancado, 
um buraco sentido,  
em um ser falido!

(Karl Persson)

" tehno (tenho) minha pintura pra e3spancar (espancar) pondo a maio (mão) no bolso,da minha única calça,que esta se desfazensdo (desfazendo)
caminhando no inferno
a boemia dos grandes
espiritos livres
cagando pros covardes,de vida presa poe cabrestos da sociedade
criando ,criando,criandpo (criando)
alucinadamente
seja obssesiva com sua arte manuscrito
a vida e (é)um estalo de dedos
ja na o te amo (já não te amo?)
nao curto seus preconceitos
voce nao e cabeleleleira
voce e poeta,porra" VBR*

domingo, 25 de julho de 2010

o pouco

Hoje, no chuveiro...

...olhei quantas gotas caiam em cima do meu corpo, e pensei que eram muitas...
... a pouco, achava pouco, o que me davam... e abandonei o pouco, pq o que para mim era pouco,
 - para ele não...
pronto: é pouco! muito pouco, chega a ser quase que microscópico!
 E, assim, começei a pensar, o que seria o "pouco"!

pouco é pequeno? ou é tipo algo não suficiente? mas e como medimos o pouco? da pra medir? porque minha mae, come pouco, pouquiiiiiiisssiiiiiimo, mas ela se acha estufada, pra mim,  é pouco, pra ela não... A pobre da tartaruga tem que viver mais de 100 anos, isso eu não acho pouco, mas meu avô acha pouco, que se ele me fala, que, se pudesse gostaria de viver por 300 anos, isso que é gostar de viver! E em relação ao dinheiro? parece que quanto mais se ganha, mas se gasta e sempre o achamos pouco... até mesmo pessoas que tem barcos, as vezes acham que tem pouco dinheio... mas e eu que tenho que calcular quantas vezes posso "comer fora" *, nem acho que ganho tão pouco assim! 
Vai entender...


O que sempre me dão que acho pouco é o amor... queria ser menos intensa, ou encontrar alguem mais louco do que eu, mas ai, sera que eu não ia me sentir sufocada, de tanto amor?
Eu também, não sou nada fácil: se me dão eu acho pouco, mas tenho medo de que alguem me de muito... isso significa que eu não quero amor?

* coisas que acho pouco:
- quantidade de comida na minha geladeira, quantidade de homens que beijei na vida (tenho 30 anos e consigo contar nos dedos que tenho quantos homens beijei, é pouco), número de vezes que vejo meus avós, quantidade de vezes que lavo meus cabelos,  horas que passo fazendo exercícios (acho que deveria apagar isso aqui, pois esta é nula), o quanto sou amiga do meu pai, a quantidade de vezes que falo e/ou vejo minha melhor amiga, o numero de lugares que estive, a quantidades de manhas que acordo de bom humor, as pessoas que conheco que "prestam" ou tem valor algum, as pessoas que me entendem, a quantidade de água que bebo na semana...


* coisas que não acho pouco:
- o numero de pessoas que nada tem no mundo, o tanto de comida que como, o tanto de vezes que reclamo da vida e mudo de opinião, o tanto que penso, o tanto que posso amar e ser louca, o tanto que sou louca, o numero de dias que não quero levantar da minha cama, o tanto que bebo (álcool), a quantidades de drogas que existem no mundo(pois nem deviam existir), o quanto fico sem ar, a quantidade de vezes que fico na internet,o numero de vezes que volto do meio do caminho para ver se fechei mesmo a porta de casa, o número de animais que tem na casa de meu pai, a quantidades de ligações que minha mãe me faz em 24hs, o tanto de água que não bebo e que ainda assim gasto, os valores de: lavar um carro, dar banho no cachorro, ou comer em um restaurante, os dias de sangue que saem de dentro de mim todo mês, a quantidade de horas que fico dentro do carro, a poluição da cidade onde vivo...

- poderia passar o dia listando coisas poucas, e não pouco, mas acho um POUCO chato demais!

domingo, 27 de junho de 2010

quando o número 1, "são" varios....

1 x 1 = 1
11 x 11 = 121
111 x 111 = 12321
1111 x 1111 = 1234321
11111 x 11111 = 123454321
111111 x 111111 = 12345654321
1111111 x 1111111 = 1234567654321
11111111 x 11111111 = 123456787654321
111111111 x 111111111 = 12345678987654321

sábado, 29 de maio de 2010

transformada por uma tv ligada!



grilheta bipolar adornada de libambo polido!
não suporto ruidos televisivos!
já não me bastam meus eternos gritos prendidos?